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“A psicologia não começou na minha faculdade. Ela começou como um sonho que parecia impossível”.

  • 4 de abr.
  • 1 min de leitura

Durante muito tempo, estudar Psicologia não era uma opção. As faculdades eram integrais e eu precisava trabalhar.


Segui outro caminho. Me formei em hotelaria e vivi 15 anos trabalhando com restaurante, construindo minha história ali.


Mas o sonho continuava.


Quando tive meu filho, em 2008, precisei mudar. Buscava uma rotina mais estável e, em 2010, fui trabalhar em uma empresa de comunicação, onde permaneci por 9 anos.


Foi ali que tudo começou a se reorganizar dentro de mim. Decidi prestar o vestibular e, em 2013, iniciei a faculdade de Psicologia.


Nesse período, vivi perdas importantes: meu pai faleceu em 2013 e minha mãe em 2014. Foi um momento muito difícil, mas também um ponto de decisão: eu precisava continuar.


Em 2015, comecei terapia. Passei por diferentes abordagens até chegar na TCC e ali tudo fez sentido.


Mas o processo teve um custo. Eu fazia muitas coisas ao mesmo tempo. Até que meu corpo respondeu: burnout.


Precisei de psiquiatria, medicação e mudanças reais na minha rotina. E isso transformou minha forma de ver a saúde mental.


Nem sempre é só terapia. Às vezes, é terapia + psiquiatria. E isso também é cuidado.


Em 2018, me formei e iniciei minha atuação clínica, me especializando em Terapia Cognitivo-Comportamental e, posteriormente, em Neuropsicologia.


Em 2019, fiz a transição completa de carreira.


Na pandemia, atendi brasileiros em várias partes do mundo. Porque o sofrimento não tem fronteiras.


Hoje, com 8 anos de clínica, ajudo principalmente homens a entenderem o que nunca aprenderam a sentir.


Porque não é sobre controlar tudo.


É sobre se compreender.


E, aos poucos, se dominar.


Domine-se.

 
 
 

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